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24 de outubro de 2013

DESASTRE DE CAMIONETA


Aconteceu há 63 anos, no Domingo, 8 de Janeiro de 1950. Um acidente de viação que podia ser fatal.
«No domingo passado, foi o Sporting de Fafe jogar a Vila Real com o grupo de lá e, no regresso, em Amarante, teve a camioneta um desastre que poderia ser fatal para todos.

Desse desastre resultou a alguns músicos da banda de Revelhe, que com o seu regente sr. José Maciel Junior, acompanhava o grupo de jogadores, ficar com os instrumentos amassados e, todos os ocupantes – jogadores e musicos- bastante feridos, uns mais do que outros, mas, felizmente, sem resultados de grande gravidade.

A camioneta lá ficou dependurada, tendo de ser retirada com guindastes, para não ir para o fundo do Tamega.
Em suma, um desastre que poderia ser fatal e que providencialmente o não foi, pelo que felicitamos os ocupantes da camioneta»


IN: Jornal “O DESFORÇO”, 14 de Janeiro de 1950 

27 de dezembro de 2012

1ª BIBLIOTECA MÓVEL DUROU 6 MESES




A primeira “Biblioteca Popular Móvel” de Fafe foi inaugurada com pompa e circunstância na noite de sexta-feira, 11 de Junho de 1915.
Numa sessão realizada na sala de sessões dos Paços do Concelho, presidida pelo então Presidente da Comissão Executiva, Dr. Artur Vieira de Castro, na presença dos professores oficiais e “cavalheiros de respeitabilidade”, foram proferidos discursos empolgando o “grande benefício” da iniciativa do inspector Luz Almeida e do “regime republicano”. «Derramar a instrução por todas as classes sociais por meio das bibliotecas móveis, é construir, dentro do regime que ajudou a implantar o edifício soberbo da instrução popular», proferiu o orador Parcídio de Matos.
A biblioteca ficou sob a responsabilidade do professor João de Oliveira Frade e foi instalada na “1ª cadeira masculina”.
Perto de duzentos volumes compunham esta biblioteca de leitura variada: romances, novelas, contos, história, sociologia, ciência, entre outros.
«A leitura é domiciliária, o leitor leva o volume para sua casa, sendo para isso necessário um fiador idóneo que assinará a saída dos livros, juntamente com o requisitante», explicou Luz Almeida.
A biblioteca estava devidamente catalogada e funcionava de segunda a sábado, das 9h00 às 18h00.
Contudo, este “benefício republicano” não foi bem-sucedido. Passados cerca de seis meses, em Novembro, o jornal “O Desforço” publicou o seguinte: «Esta biblioteca deve estar a terminar o prazo da sua permanência em Fafe e parece-nos que poucos livros se terão lido dela. Pena é.».
É caso para dizer: “Um Povo com fome, não tem estômago para livros”.