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15 de fevereiro de 2012

OS CARVOEIROS DE LAGOA E GONTIM







Há 25 anos, na zona de Lagoa e Gontim, em plena serra de Fafe, um número considerável de carvoeiros fabricavam o carvão vegetal, aplicando uma técnica ancestral de “forno” em cova a céu aberto. Atualmente esta prática não existe. Ainda encontramos um ou outro carvoeiro naquela zona, mas o processo de fabrico do carvão evoluiu para uma combustão mais rápida em fornos metálicos. Esta pequena reportagem da RTP realizada em 1987 é um testemunho raro de uma prática que, neste concelho, já se extinguiu.
Mais um precioso contributo para a memória da actividade serrana fafense.

15 de dezembro de 2011

FEIRA DE NATAL



Segundo notícia avançada pela M80 Minho está a decorrer desde ontem, 14 de Dezembro, uma Feira de Natal no Posto de Turismo de Fafe. Segundo apurámos, vários artesãos do concelho participam nesta mostra que pretende, promover o nosso artesanato proporcionando ao público uma oportunidade de oferecer peças genuínas neste Natal que se aproxima.
Estranho é que a entidade promotora do evento “Naturfafe” ainda não tenha feito qualquer referência a esta iniciativa no seu sítio de Internet!




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1 de julho de 2011

ANTIGA OLARIA “XAI-XAI” UMA MEMÓRIA A PRESERVAR



Na Travessa da Esperança, em S. Jorge, nesta cidade, encontramos um velho painel de azulejos com a inscrição: “Olaria Xai – Xai de Adélio C. Ferreira”. Entramos por um largo portão e deparamo-nos com um amplo espaço que outrora funcionou como ateliê de cerâmica.



Adélio Carvalho Ferreira, já desaparecido, nasceu em Barcelos a 21 de Fevereiro de 1927 no seio de uma família de oleiros tradicionais. Com apenas 14 anos de idade partiu para Moçambique onde desenvolveu a técnica da cerâmica e apurou os seus dotes artísticos. Foi na paradisíaca cidade de Xai Xai, em Moçambique, que conheceu Irene Ismael, com quem casou e teve duas filhas, Irene e Adélia.





Em 1975 a família Ferreira viu-se obrigada a regressar a Portugal por consequência da descolonização em África. Na tentativa de refazer uma vida desapossada, Adélio Ferreiras fixou-se em Fafe, onde, com enorme sacrifício, construiu a sua própria olaria, única fonte de rendimento do casal. Ao longo de trinta e dois anos o artista do barro produziu os seus trabalhos, que, normalmente, eram encomendados. Apesar da azáfama, de vez em quando, o artista “refugiava-se” na sua arte, dando largas à sua criatividade, produzindo obras de cunho pessoal, que hoje observamos com admiração. A companheira Irene, que também já não está entre nós, esporadicamente, moldava o barro criando belas peças de inspiração africana, talvez para não perder as raízes da sua terra natal.



A ampla oficina, onde tantos jovens e adultos aprenderam um pouco da arte do Mestre Adélio, exímio artífice do barro, parece estar parada no tempo, “hibernou”, à espera de uma “lufada de ar fresco” que a torne novamente activa, de forma a salvaguardar condignamente a memória deste artista que, um dia, Fafe adoptou.



Outrora o ateliê recebia argila em estado puro, vinda do sul do país, que era amolecida em água numa “tulha”. Passados alguns dias o barro era submetido à fieira, uma máquina que amassava e preparava a matéria-prima que o artesão colocava sobre a sua roda de oleiro, dando-lhe a forma desejada, com uma impar destreza manual, As peças eram depois cozidas em fornos alimentados a lenha ou em muflas eléctricas que o próprio artista construiu para poupar gastos.


A olaria “Xai – Xai” produziu azulejos, telha de Prado e as mais variadas peças decorativas e brindes publicitários. As herdeiras Irene e Adélia conservam muitas centenas de peças e moldes que são testemunho de três décadas de produção cerâmica. Irene Ferreira, apoiada pela sua irmã, quer revitalizar a olaria, dar continuidade a uma indústria artesanal familiar iniciada pelos seus progenitores, onde ela própria adquiriu conhecimentos e também produz. O seu sonho é poder, um dia, ensinar a crianças técnicas da arte da olaria. Irene diz-se preparada e com uma vontade inabalável de levar por diante este empreendimento que confessa não ser fácil, mas considera muito importante para a sua realização pessoal e, sobretudo, para não deixar morrer aquele rico património artístico, que é a memória familiar que as duas irmãs querem ver revigorada e valorizada.



Adélio Carvalho Ferreira foi um artista que Fafe acarinhou. Nunca participou em certames ou sequer integra o “galarim dos fafenses ilustres”, contudo, a sua produção artística, legou-nos numeroso espólio de grande qualidade que está guardado no local onde foi criado, um espaço de memória, um museu vivo que merece ser valorizado e partilhado. A olaria “Xai-Xai” faz parte do Património Cultural fafense. Que o topónimo da artéria onde está localizada seja um bom presságio.






4 de junho de 2011

ABÍLIO CASTRO UM ARTESÃO DE “RAIZ”



O Falaf acompanhou, na passada sexta feira, 3 de Junho, mais uma actividade da Associação Atriumemoria. Abílio Castro, residente na freguesia de Cepães, abriu as portas do seu ateliê para nos mostrar a sua arte fantástica.

O artista dá forma a raízes que vai recolhendo, transformando-as em peças de arte de belo efeito. Um velho “mascoto” de oliveira, alguns formões e muita criatividade, são os ingredientes utilizados por este artesão fafense que não frequenta certames. Vende peças mas confessou-nos custar-lhe desfazer-se delas. A sua casa em Cepães é uma autêntica galeria onde expõe as suas “raízes às avessas” como o artista gosta de chamar à sua arte. É como dar uma nova vida a um elemento natural que estaria condenado a ser consumido numa qualquer lareira.

 
 

5 de fevereiro de 2011

BRAÇOS DE FERRO





Armando e João representam os últimos artífices do ferro no concelho de Fafe.

Até eles chegou um saber ancestral evoluído ao longo de vários milénios.

Nesta oficina mantêm-se técnicas artesanais, que constituem um Património que não deve ser perdido; a memória de um ofício que se perde no tempo que está a ser registado pela Associação ATRIUMEMÓRIA para conhecimento das gerações futuras.

Este pequeno vídeo é apenas um alerta para divulgação de uma das actividades artesanais que integram o nosso Património Cultural por descobrir, valorizar e divulgar.

Uma memória colectiva que urge preservar.