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7 de outubro de 2012

UMA VIAGEM PELA VILA DE FAFE EM 1922

«NOTICIAS LOCAES


Bilhetes postais ilustrados da vila de Fafe



Da Alemanha chegaram já á mão dos nossos amigos sr Alberico Silva e José Marques dos Reis, os explendidos bilhetes postais ilustrados da risonha vila de Fafe, em magnifica fotocopia em cores e em preto. Não se poupando as despezas, aqueles nossos amigos, editores dos lindíssimos postais, viram alfim coroados de bom êxito os seus esforços, pelo muito sinceramente lhes damos os nossos cordiais parabéns.

Preencheu-se, felizmente uma lacuna que há muito se sentia entre nós.

Fazia falta uma obra assim e todos os forasteiros em vão procuram ansiosamente levar desta terra tão linda e tão donairosa uma viva recordação dos seus edifícios dos seus jardins, de tudo, enfim, que a embeleza e que a torna aos nossos olhos e aos olhos dos que a visitam, tão saudosa e tão bela, que outra assim, com certeza, não se encontrará, neste nosso tão poético e verdejante Minho, ninho de rosas, berço de encantos, embalado de caricias, perfumado dos beijos do sol que a veste de arminhos e setins.

Vamos fazer um pálido relato dessa obra que muito é para louvar.



O aspecto do jardim público, com a sua melancolia ponte e o seu largo sonhador retratando o verde-negro da ramaria sobressai pela tonalidade das cores, um lindo entardecer, onde não falta o azul esbatido dum ceu de opala e o tom maguado da hora religiosa em que as arvores ouvem as confidencias dos passarinhos…



Um outro aspecto de jardim da Praça José Florencio Soares, é uma encantadora amostra dessa bela estancia a que o genio imaginativo e fecundo do Doutor José Summavielle Soares conseguiu dar um realce oriental, com as suas palmeiras levantadas em continência ao ceo azul contrastando com o claro escuro dumas arvores e dizendo tristezas Ás azáleas cor de rosa que sorriem de galas nas lareiras verdes dos canteiros. Ao fundo, como uma bênção, pregando caridades, o modelar Hospital da Misericórdia, espreitando como sentinela vigilante dos que sofrem, dos que padecem… Um primor este gracioso postal, a nosso ver, uma maravilha até!...



Dum lindíssimo efeito o postal do Hospital da Misericordia, amplo, largo, na sua majestade benfazeja, há poucos anos modificado porque passou por transformações que se impunham, e no qual veem muitos doentes de fora procurar remedios salutares para os males que os afligem e ondem raro não é encontram pronto e eficaz remédio e cura, é bem digno de ser visitado e admirado…

Os que não tiveram essa dita avaliarão pelo postal que o representa o quanto vale esse momento que honra e faz honra á memoria, por tantos títulos ilustres do parlamentar José Cardoso Vieira de astro e do grande industrial, inolvidável José Florencio Soares!



O edifício dos Paços do Concelho, grave, pesado, e também templo da justiça, no postal, vibra intensamente na sua arquitectura sombria e respeitosa, em linhas impecáveis mostrando toda a sua beleza, toda a sua magnificancia.



A Avenida 5 de Outubro, ornada de tílias, a Avenida das Tilias, como deveria chamar-se, é duma formusura deslumbrante e atraente! Ao lado direito á entrada, o Hotel Central, à esquerda, o lindíssimo estabelecimento do sr. Bernardino Martins, casa da moda, frequentada pelas Damas da fina elite, ao fundo a Estação Ferro-Viaria!



O postal desta Estação é duma nitidez incomparável.




A linda estancia de Stº Ovidio, com a sua capela construída em 1870, sobre um outeiro onde foram encontradas moedas romanas, com o seu escadório largo e de ascenção, ladeado de arvoredo, é dum efeito deslumbrante na fotocopia.

Nesta veen-se os editores Alberico Silva double de jornalistas e engenheiro, Marques dos Reis, espreitando para longe, junto da sua maquina que fotografou as paisagens; os edifícios e s ruas, e sentado, um pouco acima, o contista Laurentino Matos, sempre creança, sempre infantil, num arrubamento mistico de sonhador…



O postal da Fabrica do Ferro de Tecidos e Fiação é duma verdade flagrante. Aninhada entre colinas parece querer levantar-se sobre o monte de S. Jorge Magno, aeroplanar ceos em fóra dizendo o quanto vale.



O edifício dos Bombeiros Voluntarios, á rua José Cardoso Vieira de Castro, é a soma de grandes sacrifícios, de grandes trabalhos, de grandes desgostos. O postal diz-nos bem que a Humanitaria Associação soube viver e vencer…



Rua Crisostomo e a egreja matriz, no postal, é um encanto. É uma pequena tela que diz muito. É o caminho da igreja onde passam os que vão casar, é o caminho dos que vão a enterrar. Ao fundo o cemitério. Para quem a egreja antiga, velha mas sempre a mesma igreja, onde muitos se casaram, onde muitos disseram a sua primeira missa!

Postal lindo! Um postal de recordações!

Vale bem a pena adquiri-los. A gente sente-se bem recordando o passado.

Vive-se de recordações!

De justiça é dizer, e aqui fica bem dize-lo, que aquella rua João Crisostomo se chama assim, mercê da louvável vontade do sr. José Teixeira Leite, que quis glorificar a memoria do grande e talentoso poeta João Crisostomo, de Moreira de Rei, de Fafe, que foi quem instituiu a Humanitaria Associação dos Bombeiros Voluntarios de Fafe.




O aspecto do mercado semanal, ás quartas-feiras, na Praça da Republica, é um postal digno de conservar-se.

Ali, há vida e realce!



O Hotel Central, Hotel Fafense e o Hotel Novais, ressaltam de verdade no postal tão habilmente colorido. O Hotel Central no centro da vila fazendo frente á Avenida 5 de Outubro e á Praça da Republica, é um edifício amplo, confortável, onde nada falta, onde tudo sobra!



O Hotel Fafense, próximo do jardim publico é como outro seu irmão, amplo, magestoso, onde tudo sobra e onde nada falta também.



O Hotel Novais, á entrada da Praça, é alto, bem situado e bom ponto. Um postal para touristes.



A feira do gado é típica e cheia de verdade e de graça. Um postal cheio de atractivo, de luz e de grandeza…

Estão neles, em ponto pequeno muitas dezenas de contos… se aqueles bois pudessem fugir do postal, o postal não valia nada!...



O mercado semanal na Praça da Republica é uma diminuta amostra do grande mercado ás quartas feiras de cada semana. Tendas… toldos…sacos… namoros… confidencias… melancias… cebolas… risos… politica… nada falta ali… é um postal lindo a valer…

Infelizmente, porque na Alemanha se estragaram as chapas fotográficas da Escola Primaria Superior, da Associação dos Bombeiros Voluntarios 24 de Julho, e outras, não puderam, como tencionavam, os editores exibi-las em postal… mas temos a promessa deles de que em breve esses postaes aparecerão…

E terminando, mais uma vez, por tão lindos trabalhos, abraçamos Albertino e Silva e Marques dos Reis, com um Bravo… muito bem!»



IN: jornal “PROGRESSO DE FAFE”. 2 de Abril de 1922














6 de outubro de 2012

PADARIA ESPERANÇA


Padaria Esperança em dia de feira de gado na Feira Velha


Sob o lema “limpeza, higiene e esmero”, a padaria “Esperança” abriu ao público em dia de S. João, 24 de Junho de 1909.




Uma sociedade liderada por António Salgado instalou este estabelecimento no Largo da Feira Velha.



“Com pessoal do Porto manipular-se-há pão trigo de diversas qualidades e preços”.



Há 103 anos existiam na Vila de Fafe quatro padarias: António da Silva e Castro, Manuel da Silva e Castro, Rodrigo Ribeiro de Sousa e a padaria “Esperança”.



Ao que parece, o nome comercial desta padaria não correspondeu às espectativas dos seus proprietários e ao fim de pouco mais de um ano deixaria de existir. Tempos difíceis da transição da Monarquia para a 1ª República.



Fontes: “Almanaque de Fafe (1909), jornal “O Desforço” 24 junho 1909



O "CALVÁRIO" DE FAFE"

Jardim Público em inícios do séc. 20


O “Calvário” de Fafe, lugar sagrado, cuja origem perde-se no tempo, guardião do “Vale das Estevas”, miradouro privilegiado para as serranias, o pequeno promontório é o ponto mais elevado da cidade de Fafe.




Durante muitos séculos, transeuntes da “estrada real”, que ligava a velha “Vimmaranes” à Vila medieval, cabeça do clássico concelho de Monte Longo, comtemplaram o “Calvário”, onde já existiria um pequeno templo, que no século XVIII era votado a Santa Luzia, demolido na centúria seguinte. Em 1890 o executivo camarário mandou “despejar” os habitantes dos prédios do Calvário para ser construído o “passeio público”. Um jardim exótico de influência brasileira, que foi inaugurado em 26 de Dezembro de 1892. Albino de Oliveira Guimarães um dos maiores altruístas “brasileiros” de Fafe foi o grande impulsionador deste jardim romântico. Um dos mais emblemáticos melhoramentos de uma Vila em pleno desenvolvimento, muito pela acção filantrópica de fafenses “brasileiros” de torna viagem.



O barco do Jardim do Calvário anos 30/40 séc. 20


O “passeio público” foi orgulho dos fafenses ao longo de muitas décadas. Foi destino obrigatório, mormente em tardes de Domingo. Um ponto de encontro para todas as classes sociais.



Em inícios do século XX, o edílico jardim do Calvário era o recreio de ar livre da Vila; o barco, trazido da Póvoa de Varzim, não tinha descanso no acanhado lago; no coreto, as bandas de música animavam o ambiente delicioso, onde casais de namorados trocavam olhares indiscretos sob a discreta vigilância paterna. Foi um tempo distinto, em que os fafenses valorizavam e sentiam orgulho nas conquistas públicas, na afirmação de uma das mais prósperas Vilas da região. O bairrismo estava presente, a velha “justiça de Fafe” era motivo de vaidade, um cartão-de-visita apreciado por cá e além-fronteiras.



Jardim Público, 1º quartel do séc. 20


O centenário Jardim do Calvário foi, por ventura, local de inspiração para outros empreendimentos em uma Terra em expansão, havida de progresso, legitimamente orgulhosa dos seus filhos que tanto trabalharam para o seu engrandecimento.



Em 120 anos o jardim do Calvário foi alvo de algumas intervenções, que, felizmente, não alteraram o “romantismo” do nosso mais belo espaço natural para lazer. O pulmão da cidade.



Falta-lhe a concorrência de outros tempos, a animação que há muito deveria ter sido incrementada: recriações epocais, concertos de música, bar, tertúlias, cinema de ar livre, retoma do barco de recreio e outras actividades que dinamizem aquele “oásis” em pleno centro urbano, que deveria ser valorizado e melhor frequentado. Mais importante que as placas comemorativas de “inaugurações” intemporais, seria colocar informação histórica do principal jardim da cidade, um legado patrimonial que, decorridos 120 anos perdeu a pureza de outrora.


Publicado também no jornal:


4 Outubro 2012




O VINHO DE FAFE NO SÉCULO XVIII


Por estarmos em época de vindimas, reponho aqui este apotamento publicado em 2011



Relatos da época (século 18) referem que a região de Fafe era fértil em vinho. Apesar desta constatada quantidade, parece que, em termos de qualidade, o tão apetecível néctar não deixava créditos por mão alheias.

Em 1734 João Sousa Homem na suas “memórias de Fafe” escreveu:

…” a melhor bebida he o vinho verde que não inveja o Falerno de Horácio (vinho dos Deuses - periodo romano) quanto à sua qualidade pois no mesmo tempo refresca, alimenta e abre a vontade de comer sem prejuiso que causão outros vinhos. E assim he grande remédio em muitas enfermidades por ser sua qualidade temperada e boa para dor de pedra.”

Este relato do pároco de Fafe, na década de trinta do século 18, revela que o vinho produzido em Terras de Monte Longo rivalizava com outros de melhor qualidade, e, tinha ainda “poderes” terapêuticos!

Fonte: Monografia do Concelho de Fafe por João Sousa Homem, 1734 (Arquivo Distrital de Braga)








3 de outubro de 2012

HOTÉIS DA VILA NOS ANOS 20 DO SÉCULO PASSADO



Hotel Central


“Os hoteis de Fafe são dos de mais fama no paiz pela forma especial do seu tratamento, pelo asseio e pela higiene dos seus quartos, tão cheios de luz e de ar puro.
O Hotel Central, vulgo da Felismina, é o mais antigo e a sua colimaria, o seu pão de ló, são tão apreciados, que vem aqui propositadamente gente do Porto almoçar a titulo de passeio.
O Hotel Fafense serve sempre bem, é espaçoso, alegre, é um dos mais antigos e um dos que mais capricha nos seus serviços.
Temos ainda o Hotel União, bem antigo e de bem fama assás popular; o Hotel Avenida e vários outros que se recomendam pelas suas especiarias.


Hotel Fafense

 Há épocas do ano em que estão repletos e sempre com muitos pedidos de famílias de Lisboa, Porto e outras terras que aqui desejam passar temporadas.
Na ala elegante dos nossos conceituados hotéis, veio enfileirar-se mais um que se denomina Hotel Confiança (…) Está situado no centro da vila e também fabrica pão de ló e pão de milho especiaes (…)”

IN: Jornal “O DESFORÇO”, 1 Novembro 1928


16 de setembro de 2012

ESCOLA DA FEIRA VELHA FOI INAUGURADA HÁ 72 ANOS



Em 1936 o Ministério das Obras Públicas, através da Direcção Geral dos Monumentos Nacionais, atribuiu uma verba de vinte mil escudos (20.000$00) para a construção de um edifício escolar “Tipo Alto Minho” com três salas. A Câmara Municipal da época, liderada pelo médico fafense António Martins de Freitas, deliberou implantar a nova escola na então Praça da República, actual Praça Mártires do Fascismo (Feira Velha).



A tutela exigia um mínimo de 1250 m2, incluindo o logradouro nas traseiras. Relativamente à vedação do edifício não houve qualquer comparticipação do Estado. Ela foi concretizada anos depois a expensas da Câmara Municipal.



Escolhido o local, “amplo e arborizado”, a obra foi entregue à Empresa Industrial de Fafe, que tinha também secções de marcenaria, carpintaria e serralharia.



A inauguração da Escola da Feira Velha, assim como de outros equipamentos subsidiados pelo Estado Novo, aconteceu em 1940, em plenas comemorações centenárias, integradas nas “Festas da Vila de Fafe”.



Foi no dia 15 de Julho daquele ano que uma multidão assistiu à inauguração do melhoramento. O jornal “O Desforço” descreve assim o “grande acontecimento”



“ …Depois o edifício escolar da Praça da Republica, onde as crianças, num como que Orfeão, entoam com vozes sãs e muito bem, sob a regência de José Maciel, os hinos da Mocidade, da Restauração, e Nacional. O Snr. Sub-Secretário apreciou e teve a oferta de um lindo ramo de cravos, que uma criança lhe entregou, agradecendo-lhe e felicitando no final o snr. José Maciel pela boa regência. Os miúdos, que tão bem se houviram, teem aplausos.



Organiza-se novamente o cortejo em que tomam parte milhares de crianças que empunham bandeiras da Fundação e da Restauração, o que lhe dá uma graça especial…”



A Escola da Feira Velha, uma das mais emblemáticas da Vila promovida a cidade, que durante sessenta e oito anos assistiu à passagem de milhares de crianças em início de aprendizagem, sucumbiu em Agosto de 2008. Foi mandado demolir, pela Câmara Municipal, um belo edifício Histórico que deveria ter sido conservado e valorizado.








15 de setembro de 2012

O PRIMEIRO QUARTEL DOS BOMBEIROS

Localização do primeiro quartel


A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Fafe teve a sua fundação em 19 de Abril de 1890. João Crisóstomo e Miguel Gonçalves da Cunha assumiram um papel destacado, ocupando os cargos de primeiro e segundo comandantes, respectivamente.




João Crisóstomo

Um punhado de fafenses, beneméritos e solidários, constituíram o primeiro corpo de Bombeiros Voluntários da Vila dos finais do séc. XIX. O exíguo e inapropriado quartel foi instalado em um edifício contiguo à ala direita da Casa do Santo Novo, na rua D. Maria Pia, actual rua Major Miguel Ferreira. Este imóvel foi demolido décadas depois, aquando da abertura da Avenida das Forças Armadas.



Foi assim, de modo muito precário, em termos materiais, que se esboçou a que é, na actualidade, a maior Associação do concelho.



A título de curiosidade, refira-se que os “Bombeiros de Fafe” começaram com 482.500 réis de receita, da qual gastaram, 4.100 réis nas primeiras fardas encomendadas ao alfaiate fafense, Manuel Barros.



7 de outubro de 2010

A REPÚBLICA EM FAFE SÓ FOI PROCLAMADA QUATRO DIAS DEPOIS

Praça da República e Av. 5 de Outubro



Folheando velhos jornais da época, nomeadamente “O Desforço”, reparamos que a revolução de 5 de Outubro de 1910, em Lisboa, que pôs fim a um regime monárquico com várias centenas de anos, só foi conhecida, em Fafe, uns dias depois. Foi o próprio director do citado periódico, Artur Pinto Bastos que trouxe a notícia da proclamação da República na cidade do Porto.
Nesta pacata vila de então, poucos acreditavam no sucesso da revolução, até porque nem todos eram republicanos e a informação de há cem anos demorava a chegar.
Foi assim, com quatro dias de atraso, em Domingo 9 de Outubro de 1910, que Fafe improvisou os festejos da implantação da República.


Diz o jornal “ O Desforço” …”eram 3 horas certas da tarde quando a Comissão entrou no edifício dos Paços do Concelho. Já uma musica tocava a «Portuguesa» e a República era acclamada pelos populares. E dirigindo-se às dependências da Administração foi acto continuo lido pelo secretário da mesma snr. Arthur Teixeira da Silva e Castro o auto da posse, investindo na delegacia do governo provisório nesta villa o snr. Dr. Gervásio Domingues D’Andrade”.
Enquanto decorria a cerimónia, fora do edifício dos Paços do Concelho, na actual Praça 25 de Abril, no meio de muitos vivas, duas bandas tocavam a «Portuguesa», ainda “provisória”.


Com a Câmara apinhada de populares e o Largo da Villa repleto de gente, José Summavielle Soares fez a proclamação da República de uma das varandas.
Depois, os proclamadores saíram para a rua recebendo entusiásticas saudações das ilustres damas de Fafe, que agitavam lenços e atiravam flores.


“A manifestação terminou em frente á bandeira içada na casa da câmara, onde começou. Quando se hasteou a bandeira, o dinamite estrondou nos ares com profusão.
A Sociedade de Recreio de Fafe hasteou a sua bandeira, cujas cores são as actuais cores da bandeira nacional, que também foi hasteada no Clube Fafense, no Correio" e noutros locais públicos e em casas particulares de republicanos.
Foi desta forma que “O Desforço” retratou a proclamação da Republica em Fafe, faz este sábado 9 de Outubro, exactamente cem anos.