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18 de janeiro de 2016

CAPELA DA LUZ EM FORNELOS




A Capela particular da Luz, pertencente à Casa da Quintã da Luz, localizada frente ao Solar homónimo, está a ser desmontada para ser reerguida em local mais visível, do lado oposto da Estrada Nacional nº 207, na confluência da cerca do terreiro do solar, com traseiras voltadas para a Travessa Fidalgo da Luz.

Esta intervenção está a ser realizada por Carlos Vieira, actual proprietário do Solar, em fase final de  restauro.




Interior da Capela da Luz em 1990 e 2011




Lembre-se que a pequena capela, da primeira metade do século XVII, supostamente datada de 1632, encontrava-se escondida,  ameaçada de ruína, sofrendo, em 2011,  um acto de vandalismo que destruiu o seu interior, perdendo-se o belo retábulo do altar e outro recheio.
Com esta intervenção, uma das mais antigas capelas do concelho de Fafe ganhará, certamente, a dignidade e visibilidade que merece, pela iniciativa de um particular que investiu na sua terra, resgatando um belíssimo conjunto arquitectónico, repleto de história, que valoriza a freguesia de Fornelos, o concelho de Fafe e toda a região. 

29 de setembro de 2012

A CAPELA DE S. JOÃO "DO FERRO"


Também conhecida por Capela da “Fábrica do Ferro”, este templo apresenta uma traça arquitectónica neo-românica, bem patente no seu portal de arquivoltas assentes em colunas e em outros pormenores da estrutura.


A Capela de S. João, discretamente localizada no Bairro de S. Jorge, foi construída no início dos anos 60 do século XX. O acto inaugural, presidido pelo Arcebispo de Braga, ocorreu em 28 de Junho de 1964.

A construção deste belo templo, todo construído em pedra esquadrada, extraída numa pedreira próxima do local, deve-se à iniciativa do Engenheiro João Mendes Ribeiro e ao trabalho generoso de muitos operários da extinta Companhia de Fiação e Tecidos de Fafe (Fábrica dom Ferro) que erigiram esta capela, uma das mais belas do concelho de Fafe.

9 de fevereiro de 2012

CAPELA DE SANTO ANDRÉ RESTAURO JÁ ARRANCOU



A bonita e simbólica capela de Santo André situada no lugar de Sangidos em Golães, que há muito ameaçava ruína, está a ser recuperada, por iniciativa do Município de Fafe, que, em tempos, adquiriu aquele templo particular e terreno anexo.

14 de julho de 2011

CAPELA SETECENTISTA DE S. JOSÉ



Nos séculos 17 e 18 assiste-se, sobretudo na região minhota, a um aumento significativo da prática religiosa cristã. Tornava-se imperioso que a Igreja católica correspondesse àquela extraordinária crença das populações, tanto mais que a maior procura das práticas religiosas motivou um aumento significativo das receitas para a Igreja, enriquecendo-a ainda mais. Grande parte dos templos minhotos foram remodelados e novas igrejas e capelas foram edificadas. Pessoas mais abastadas deram o seu contributo para este fenómeno sem precedentes, promovendo a construção de lugares de culto, nomeadamente pequenas capelas, anexadas às suas moradias.

“Mas construir de raiz uma capela não era fácil, porque obrigava à consignação de um número muito razoável de bens para a sua fábrica”.

Não bastava edificar o templo, era condição “sine qua non” legar à Igreja uma parte significativa da riqueza dos novos benfeitores em nome de “Deus”.

Reprodução de postal dos anos 20 do séc. 20

José de São Paio, abastado proprietário, morador no lugar do Tojal, junto à Ponte Nova, requereu, em 18 de Fevereiro de 1753, a construção de uma capela em honra do seu nome. O pedido alega que o preconizado templo serviria também os moradores dos lugares de Portugal e “Moinhos do Ferro”.

José São Paio viu autorizado o seu pedido em 15 de Abril de 1753. O documento incluía uma escritura pública com o dote para a fábrica e conservação da capela do qual citamos aqui o excerto seguinte: … Sua propriedade de casas, campo e hortas, com suas árvores de vinho, fruto e sem ele, e com suas oliveiras, chamado de Portugal, da mesma freguesia de Fafe, o que tudo disse era herdade dízima a Deus de que se não paga renda alguma, que bem vale cento e cinquenta mil réis e rende a meada, um ano por outro, cinco mil réis…”

Cerca de dois anos depois da autorização, em Dezembro de 1755, a capela estava erigida.



No dia 4 de Fevereiro do ano seguinte, foi expedida uma licença para a prática cultual. “… Acha-se acabada e com perfeição, com retábulo de pedra, bem lavrada, forrada e rebocada, tem paramentos próprios e não necessita mais que de licença de Vossa Alteza Sereníssima para poder benzer-se e celebrar-se os ofícios divinos…” Um excerto da informação que o pároco de Fafe, José Lopes de Paiva, enviou para o Arcebispado Primaz de Braga, em 25 de Janeiro de 1756.

A licença, que custou 180 réis, foi emitida cinco dias depois por D. José, Arcebispo de Braga. “… Concedemos a licença a ele dito pároco para que, na forma do ritual Romano, possa benzer a capela de São José de que trata, e ao depois de benta nela se possam celebrar os ofícios divinos…”

A capela de S. José abriu ao culto em 30 de Janeiro de 1756, quase três anos depois do pedido de construção.

Algumas características arquitectónicas deste templo revelam um arcaísmo pouco usual em setecentos. O belíssimo retábulo, todo ele em granito lavrado, é um caso raro em capelas do século 18.

Eduardo Pires Oliveira referiu: … “Esta capela de S. José assume-se assim, não só como mais um templo importante para o culto de uma parte significativa da freguesia de Santa Eulália de Fafe mas, também, como um templo mandado edificar por gente de certas posses, por alguém que preferiu mandar levantar uma capela em pedra lavrada, adornada por alguns elementos fortemente decorativos, em vez de um templo construído de pedra irregular, coberta por reboco e cal branca que teria sido muitíssimo mais barato, mas também muito menos espectacular”.

Os actuais proprietários da capela são um exemplo positivo na salvaguarda do património arquitectónico. Ao longo do tempo têm promovido obras de conservação e restauro que preservam aquela pérola do património religioso de Fafe.

Fonte: Eduardo Pires Oliveira, Revista D. Fafes, nº 8



22 de junho de 2011

CAPELA DE N.S. DA CONCEIÇÃO TRÊS SÉCULOS DE HISTÓRIA





A capela de Nossa Senhora da Conceição localiza-se na Av. João Paulo II, lugar da Lagarteira da freguesia de Medelo deste concelho.
Este templo é um exemplo da arquitectura religiosa Maneirista, edificado em finais do século XVII. João e José Simões, filhos de Pedro Simões e Leonor Mendes, da Casa de Paredes, ainda muito jovens, partiram para o México onde fizeram fortuna. Estes aventureiros, “emigrantes fafenses de setecentos”, aquando de uma estadia nas Índias de Castela, mandaram edificar a capela.



Testemunho inequívoco disso mesmo está gravado na fachada do templo, numa inscrição em granito de moldura simples e letra capital quadrada, com os seguintes dizeres: “ESTA CAPELA DE N.S. DA CONCEIÇÃO MANDARAM FAZER JOSÉ E JOÃO SIMÕES DA CASA DAS PAREDES DESTA FREGUESIA ESTANDO NAS INDIAS”.
A capela é de planta longitudinal munida de alpendre com orientação nascente/poente. As fachadas são em boa alvenaria de granito, enquadradas por cunhais de pilastra. Um portal de arco pleno rasga a fachada principal onde também existe um púlpito com guardas de pedra e acesso através do interior da nave.
O alpendre é cerrado por um murete onde encostam, interiormente, bancos de pedra, apenas interrompidos frontalmente onde foi aplicado, mais recentemente um portão em ferro forjado.

O interior é de uma só nave e piso constituído por lajes graníticas e paredes rebocadas e pintadas em tons de rosa, com painéis marmoreados. A abóbada de berço é de madeira pintada com decoração fitomórfica e, em cartela oval, apresenta a imagem da padroeira. Uma antiga pia de água benta no lado da Epístola está decorada com motivos vegetalistas. O retábulo do Altar-mor, iluminado por uma fresta, é sobrelevado por dois degraus em pedra. Apresenta talha policroma a branco, dourado e azul.
No centro está a imagem da padroeira, Nossa Senhora da Conceição, ladeada por duas imagens, S. João e S. Brás.

O autor Francisco Craesbbeeck escreveu em 1726, na sua obra “Memórias Ressuscitadas da Província de Entre Douro e Minho” que esta capela era dotada de “missa quotidiana”, facto pouco comum que naquela época era um privilégio.
Até há alguns anos esta capela era propriedade de Maria Luísa Guimarães Vieira de Campos de Carvalho, actualmente é propriedade da Paróquia de Medelo. A 8 de Dezembro celebra-se anualmente uma festa em honra de N. S. da Conceição que, em tempos idos teve alguma repercussão na freguesia. Nos tempos actuais continua a festejar-se a padroeira com uma singela cerimónia religiosa com procissão. Fora da festividade, a capela tem missa todas as quartas feiras à tarde.
Aqui fica mais um registo do rico Património fafense, uma bonita capela setecentista a pedir alguns trabalhos de restauro, nomeadamente a substituição da inestética cobertura do alpendre em fibrocimento por um material mais nobre. Medelo saberá certamente preservar este templo e outros bens patrimoniais que enriquecem e notabilizam aquela freguesia. Deles falaremos num futuro próximo.